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Vida de bicho

Animais de estimação em festas – 7 motivos para não levar.

Equipe Clube dos Bichos

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animal em festas

No carnaval ou em qualquer outra festa de rua, normalmente, o que temos são dias quentes, música alta e muita gente reunida na rua. A princípio, os animais de estimação em festas de carnaval não são os melhores convidados para a folia.

Assim, o que para nós Tutores é uma grande festa, para os nossos bichinhos pode ser, na verdade, um enorme tormento.

Por isso, decidimos deixar aqui para vocês os principais motivos pelos quais você deveria aproveitar esses momentos de festa sem o seu animal de estimação. Dessa forma, tanto os Tutores quanto os bichinhos ficam nos melhores ambientes possíveis nesses momentos de muita alegria e euforia.

Veja agora os 7 motivos para você não colocar a fantasia de carnaval no seu cachorro!!!

1. Som Alto:

Os cachorros possuem a audição mais apurada e sensível do que a dos seres humanos. Portanto, a música alta pode assustá-los e gerar graves lesões auditivas, sejam elas permanentes ou transitórias.

animais de estimação em festas

Os cachorros possuem a audição mais apurada e sensível do que a dos seres humanos. Portanto, a música alta pode assustá-los e gerar graves lesões auditivas, sejam elas permanentes ou transitórias.

2. Calor:

Os cães não possuem a capacidade de produzir suor e, portanto, trocam de calor com o ambiente pela respiração, quando ofegam pela boca.

Por isso, quando colocamos os cães em um ambiente muito quente e com pouca circulação de ar os animais podem desmaiar e/ou desenvolver quadro de hipertermia grave, o que pode ser fatal para o seu cão.

A fantasia de carnaval para cachorro pode ser um agravante desta situação, que já não é benéfica.

3. Queimaduras:

Com o piso muito quente – seja ele de asfalto ou mesmo na calçada – aumenta muito o risco de queimaduras nas patas dos cachorros.

Além disso, temos também o risco dos animais se machucarem ao pisar em objetos cortantes como latas, vidros quebrados e outros instrumentos cortantes.

4. Desorientação:

Em meio à multidão e ao barulho, os animais de estimação em festas podem facilmente se perder, dessa forma correndo o risco de serem pisoteados e/ou atropelados por veículos.

5. Machucados:

Os enfeites de carnaval – confetes e serpentinas – podem acabar sendo vilões, uma vez que arranham a pele e as córneas dos animais. Portanto, muito cuidado no manuseio desses itens quando estamos próximos de animais.

6. Intoxicação Alimentar:

Os animais de estimação em festas possuem maiores oportunidades de ingerir restos de comida e de bebidas alcoólicas deixadas em copos e pratos no chão.

Portanto, a ingestão destes alimentos inadequados aos animais pode gerar problemas sérios para os bichinhos.

Este tipo de desatenção dos TUTORES pode gerar problemas sérios para os animais, como: gastrites, úlceras, problemas renais, entre outros.

7. Alergias:

Para quem acha legal enfeitar os animais com tintas, espuma e glitter, é importante alertar que os bichinhos podem sofrer com alergias e intoxicações ao ter contato com esses produtos.

animais de estimação em festas

Mas Clube dos Bichos, eu quero muito que meu cachorro me acompanhe nessa folia…. Como eu posso fazer isso?!!!!

Para colocar a fantasia de carnaval ou de festas no seu cachorro e tentar evitar alguns dos problemas tratados neste post, é importante seguirmos alguns passos importantes.

a. Procure um local sombreado:

Sempre fique em local sombreado para que seu bichinho sinta o mínimo possível de calor durante o período em que estiver fora de casa.

b. Teste a temperatura do piso (calçada):

Coloque a sola do próprio pé diretamente no piso em que o animal irá pisar. Se a temperatura estiver desconfortável para você, certamente estará também para o seu bichinho de estimação.

Outra maneira de checar a temperatura é colocando as costas da mão no piso, caso consiga suportar a temperatura por 5 segundos o chão estará adequado para o animal caminhar.

Entretanto, caso os testes acusem que a superfície está muito quente, é aconselhável caminhar com o cachorro apenas nos gramados ou com alguma proteção para as patas, como botinhas e calçados especiais para cães.

c. Evitar intoxicações alimentares:

Esta talvez seja a mais difícil das tarefas quando expomos os animais à ambientes com aglomerações de pessoas.

Muitos dos nossos bichinhos são tão rápidos para identificar e engolir os alimentos que não nos dão a menor chance de atuar de modo eficiente nesse ponto. Desse modo, a melhor das estratégias é quando nosso animal se adapta bem a focinheiras, pois a sua utilização é primordial para limitar o acesso dos cachorros aos alimentos.

Neste caso, o equipamento cumpre dois papeis importantes: 1º) evitar acidentes como mordidas e brigas com outros animais; e 2º) limitar o acesso aos alimentos que não são adequados aos nosso bichos.

d. Para evitar as alergias:

Procure não utilizar tintas, glitter e outros enfeites no animal. Pequenos adereços já são suficientes para trazer a alegria ao ambiente e são muito mais seguros que os produtos aplicados na pelagem dos animais.

Por fim, desejamos que todos participem desses momentos com muita responsabilidade e alegria!
Portanto, não vamos expor nossos animais a riscos desnecessários.

Boa comemoração para todos e até o próximo post.


E aí, gostou do conteúdo? Tem alguma dúvida ou curiosidade sobre a matéria ou o mundo dos bichos? Deixe seus comentários aqui pra gente!

Aproveite para assistir também ao vídeo que publicamos lá no canal do YOUTUBE! Abraços e até a próxima.


Referência Bibliográfica:

1. BIRCHARD, S. J.; SHERDING, R. G. Manual Saunders de clínica de pequenos animais. 3. ed. São Paulo, Roca, 2008. xxiii, 2048 p.

2. FEITOSA, F.L.F.: Semiologia Veterinária: A arte do diagnóstico. 2.ed. São Paulo: Roca, 2008.

3. Nancy A. Dreschel. The effects of fear and anxiety on health and lifespan in pet dogs. Applied Animal Behaviour Science 125(3):157 – 162, 2010.

4. ALMEIDA, C.G. et al. Intoxicação em cães e gatos: estudo retrospectivo dos casos atendidos em um centro veterinário privado durante o período de 1996 a 2004. Revista Brasileira de Toxicologia, v.18, p.286, 2005.

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