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Cinomose canina: quanto tempo dura? Será que tem cura?

Catiane Lopes

Publicado

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A cinomose canina é uma das doenças mais sérias que nossos melhores amigos cães podem ter, sendo esse um momento delicado e que devemos ter o máximo de atenção com nossos cãezinhos.

Aliás, saber como funciona a cinomose, quanto tempo dura a contaminação, o que fazer com meu cachorro doente e se a cinomose tem cura é de extrema importância para melhor cuidar de nossos melhores amigos.

Preparamos um guia completo sobre essa doença. Fique com a gente e saiba tudo sobre a cinomose em cachorro!

Você sabe o que é Cinomose?

Cinomose canina é uma doença contagiosa, que ocorre predominantemente em carnívoros terrestres. Assim, outras espécies incluindo focas, furões, gambás, felinos exóticos podem ser infectados por essa doença.

É importante reforçar que os gatos domésticos não são afetados por esse vírus.

Essa doença é provocada por um vírus que possui como o perfil a alta taxa de mortalidade ou possíveis sequelas nos animais que não vão a óbito.

Portanto, a cinomose é uma doença grave que ataca cães não vacinados, de qualquer idade. Contudo, a doença é mais comum nos filhotes entre 3 e 6 meses de idade, ou naqueles que geralmente não terminaram o protocolo vacinal.

cinomose canina

Assim, cães que não recebem o reforço anual da vacina (V8, V10, V11 ou V12), e idosos que já se encontram com a imunidade baixa são animais que possuem maior facilidade em contrair a doença. Contudo, trata-se de uma doença que pode acometer cães de qualquer faixa etária.

Já os gatos domésticos não são afetados pela doença, somente os felinos exóticos são vuneráveis .

Cinomose canina: Transmissão.

A transmissão do vírus da cinomose em cães se dá pelo contato de um animal saudável com um infectado, seja de forma direta (contato direto com secreções) ou mesmo na forma indireta (contato com comedouros, brinquedos, locais infectados, casinhas, cobertores).

O cão infectado elimina o vírus pela urina, fezes e secreções (nasal e ocular) por até 90 dias, portanto é muito importante evitar o contato do animal doente com outros cães saudáveis durante este período.

O vírus pode resistir por até 3 meses no ambiente, mas não é capaz de sobreviver a limpeza com bons desinfetantes.

Mas a cinomose canina pega em humanos?

A cinomose de cachorro não passa para nós humanos. Entretanto, podemos carregar o vírus de um ambiente a outro e, assim, levar a contaminação de um animal doente para um saudável.

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Sintomas da cinomose.

Os sintomas da cinomose em cachorro são pouco específicos e inicialmente se confundem com outras doenças.

A cinomose canina pode apresentar 3 fases, que não aparecem necessariamente em sequência.

Cinomose fase 1 – Sintomas Respiratórios e Dermatológicos.

Normalmente, observa-se tosse seca ou com catarro, secreção nasal, conjuntivite, dificuldade do animal respirar, secreções oculares e febre.

Pode-se também ocorrer alterações cutâneas como pústulas abdominais, conjuntivite, hiperqueratose (espessamento) de focinho e coxins.

Cinomose fase 2 – Sintomas Gastrointestinais.

Na fase gastrointestinal há vômitos, diarreia, falta de apetite, faqueza e dores abdominais.

Cinomose fase 3 – Sintomas Neurológicos.

Já na terceira fase, o animal terá o sistema neurológico afetado e apresentará vocalização excessiva, contrações musculares involuntárias, alterações comportamentais, convulsões, andar em círculos, movimentos de pedalagem e paralisia.

Esses sinais podem ocorrer juntamente com a fase 2 da doença ou aparecerem de 1 a 3 semanas após o final da fase gástrica.

Mas quanto tempo precisa para a recuperação da cinomose?

Em média, após 14 dias de infecção os cachorro com níveis de proteção adequados conseguem eliminar o vírus totalmente e os sintomas apresentados desaparecem.

Entretanto, nos animais em que o vírus consegue persistir por mais tempo há possibilidade de ficarem infectados por 2 a 3 meses.

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Cinomose canina: diagnóstico.

Para se fazer o diagnóstico da cinomose em cachorro é necessária uma análise clínica detalhada do paciente, além de alguns exames complementares (como hemograma, sorodiagnóstico e/ou PCR).

Entretanto, em algumas situações, o diagnóstico da cinomose pode não chegar em uma conclusão, pois existem muitas doenças que possuem o mesmos sintomas apresentados pelos cachorros com cinomose.

Por isso, é sempre necessário a análise de vários exames em conjunto para que o médico veterinário possa fechar o diagnóstico correto para essa doença.

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Cinomose tem cura?

Esta é uma doença que tem um mau prognóstico com baixa porcentagem de cura, mas há alternativas para o tratamento do animal.

Não há um específico remédio para cinomose, ou seja, que combata diretamente o vírus. Assim, o tratamento é focado nos sintomas que o animal desenvolve e na prevenção ou combate às infecções secundárias.

Por exemplo, a acupuntura tem mostrado êxito para tratar os distúrbios neurológicos decorrentes da infecção. Portanto, a medicina veterinária traz diversas soluções para que os animais sobreviventes tenham uma boa qualidade de vida após o curso da doença.

Portanto, tem sim possibilidade de cura mas não da cinomose e sim das possíveis sequelas que essa doença pode deixar em nossos animais.

Cinomose canina como prevenir?

Atualmente, a melhor forma de proteger seu animal é por meio da vacinação e evitar o contato com animais que apresentem os sintomas da cinomose.

Os filhotes devem receber 3 a 4 doses de vacina a partir dos 45 dias de vida, com intervalos de 21 a 30 dias entre as aplicações, de acordo com o protocolo utilizado pelo médico veterinário do seu cãozinho.

A partir desse momento, o animal deve ser revacinado (dose única – reforço) anualmente para garantir a continuidade da proteção.

Os passeios com os cachorros filhotes devem aguardar a última dose de vacina, assim o animal estará apto a combater o vírus caso entre em contato.

Siga as orientações do médico(a) veterinário(a) de sua confiança sobre o calendário de vacinações e os reforços vacinais, e dessa forma o animal terá chance mínima de se contaminar.

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Mas cinomose pega em cachorro vacinado?

A vacina apresenta alto grau de proteção contra a doença. Entretanto, é importante lembrarmos que um cachorro vacinado pode sim correr o risco de pegar o vírus e ficar doente, apesar de ser raro.

Se o animal vacinado tiver, por exemplo, contato com uma quantidade de vírus muito grande ou estiver apresentando alguma outra doença que cause uma queda de imunidade, ele pode ser infectado pelo vírus da cinomose em cães e apresentar a doença, mesmo após a correta vacinação.

Porém, esse é um motivo para você não vacinar o seu cachorrinho filhote? Claro que não! A vacina contra a cinomose é muito importante para a manutenção da saúde de seu melhor amigo, portanto não deixe de vaciná-lo.

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Médica veterinária graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2012.
Mestre em Ciência Animal pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2016.
Especialização em acupuntura veterinária pelo Instituto Jaqueline Pecker, em 2013, e pelo Instituto Incisa Imam, em 2018.
Atua como veterinária clínica geral e acupunturista veterinária de pequenos animais.


Referência Bibliográfica:

Schoen, A.M. Acupuntura veterinária: da arte antiga à medicina moderna. São Paulo: Roca, 2006.

Nelson, R W; Couto, C.G.  Medicina interna de pequenos animais. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

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