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Cachorro pode comer pipoca?

Livia Dias

Publicado

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Vários clientes me perguntam se seu cachorro pode comer pipoca. Afinal, a pipoca costuma fazer parte de momentos gostosos e aconchegantes em família, é a queridinha daqueles que gostam de filmes e séries e deixa tudo muito mais gostoso. E quem está lá do nosso ladinho todo confortável na cama ou no sofá? Nossos amados cachorros pedindo para comer pipoca!

E então, cachorro pode comer pipoca e desfrutar conosco desse momento delicioso com um petisco saudável?

A pipoca é riquíssima em antioxidantes, substâncias que protegem as células sadias do organismo contra a ação dos radicais livres. Ela pode ter mais antioxidantes que muitas frutas e legumes porque possui muito pouca água. Isso deixa a concentração dos antioxidantes mais elevada. Assim sendo, essas preciosas substâncias evitam o envelhecimento precoce e previnem quadros inflamatórios, doenças degenerativas e o desenvolvimento de câncer.

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Aliás, é também um carboidrato muito rico em fibras, as quais estimulam os movimentos peristálticos dos músculos lisos do intestino, bem como a secreção dos sucos digestivos.

Isso contribui para o bom funcionamento do trânsito intestinal e para a saúde do sistema digestivo.

A pipoca ainda possui vitaminas do complexo B, magnésio e manganês.

A vitamina B1 atua principalmente no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, ou seja, ela ajuda o organismo a utilizar essas substâncias com eficiência.

Outra importante vitamina presente na pipoca é a B3, conhecida por reduzir o LDL (colesterol ruim) e, também, aumentar o HDL (colesterol bom).

A vitamina B6 também participa de diversas reações do metabolismo. Além disso, ela auxilia tanto no desenvolvimento, quanto no funcionamento do sistema nervoso e ainda melhora o sistema imune.

O magnésio é um mineral essencial para a saúde dos nossos tecidos, nervos, músculos e ossos, bem como para o controle do colesterol e do açúcar no sangue.

Por fim, o manganês é necessário para o funcionamento normal do cérebro, do sistema nervoso e de muitos sistemas enzimáticos do corpo.

Agora, respondendo à pergunta que não quer calar: Sim, cachorro pode comer pipoca!

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Um detalhe importante e que faz toda a diferença:

Não adicione nada à pipoca que você prepara para o seu amigão!

Portanto, estão proibidos manteiga, óleo, sal, açúcar e qualquer tempero pronto.

Quando a pipoca é feita tomando esses cuidados, ela não contém gordura, sódio, açúcar e colesterol e, por isso, não oferece riscos à saúde dos nossos filhos peludos.

Outras observações:

  • Mesmo sendo um petisco saudável, a pipoca deve ser oferecida em pequenas quantidades. Sempre use o bom senso.
  • É prudente evitar oferecer pipoca aos cachorrinhos de raças pequenas porque eles podem engasgar.
  • Retire os piruás, milhos de pipoca que não estouraram, da vasilha de pipoca do seu amigo. Não deixe que ele coma os piruás pois eles podem acabar quebrando os dentes, além de aumentarem o risco de engasgos.
  • Olha que legal: a pipoca também pode ser utilizada como petisco para adestramento dos cães. Elas são mais saudáveis que os petiscos industrializados e muito menos calóricas.

Aliás, faça agora uma receita super simples desse petisco delicioso que vai animar seu peludo:

Ingredientes:

  • 1 colher (de sopa) de milho para pipoca (sim, é uma quantidade pequena porque a oferta de petiscos deve ser ponderada);
  • 1 colher (de sopa) de água;

Preparo:

  1. Coloque o milho e a água em uma panela pequena e leve ao fogo alto, sem tampar a panela, até a água secar;
  2. Diminua o fogo e, com a panela ainda destampada, misture os grãos com uma colher até que eles dourem;
  3. Tampe a panela e agite-a até os milhos estourarem.

OBS: Quando a pipoca é feita com água, os milhos demoram mais tempo para estourar.


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Além disso, aproveite para assistir também aos vídeos que publicamos lá no canal do YOUTUBE e as outras matérias do site! Abraços e até a próxima.




Referências Bibliográficas:

BIANCHI, M. L. P.; ANTUNES, L. M. G..Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta. Rev. Nutr. [online]. 1999.

CARTAS AO EDITORFibra alimentar e constipação intestinal. J. Pediatr. (Rio J.) vol.80 no.6 Porto Alegre Nov./Dec. 2004

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